quarta-feira, 1 de maio de 2013

o MÁRI-O SÓ-ARES

POR MENOS DO QUE ISTO
Como estaria Portugal sem aquele que é maior do que o seu peso?
O bem-disposto mais temido da política.
Soares, o elo perdido da evolução do PS
Não tendo muito que fazer no feriado do 25 de Abril (inaugurar museu em Lisboa com o seu nome, lançar tema da semana contra Governo, inventar insulto do mês para o Presidente da República, de facto um dia normal), Mário Soares teve algumas horas para pensar na vida.
Faltara outra vez à cerimónia na Assembleia da República por solidariedade com “os capitães de Abril”, que por sua vez faltaram por solidariedade consigo próprios e que, para o ano, faltarão por solidariedade por já terem faltado dois anos seguidos, que já dá um respeitoso passado à falta.
O ex-Presidente viu os primeiros minutos da cerimónia solene pela TV. Não sendo um espírito religioso, rezou para que Passos Coelho e Cavaco Silva, os tipos que - Por muito menos do que isto foi D. Carlos morto... - tropeçassem no degrau do hemiciclo e caíssem em directo. Mesmo laico, um republicano e socialista tem fezadas. Por exemplo, como Obama e o Papa Francisco são “os meus actuais ídolos políticos”, também Pedro Passos Coelho pareceu a Soares um bom candidato a primeiro-ministro, por isso o elogiou publicamente pela sua preparação e seriedade, ou então foi só para provocar uma fúria em José Sócrates, que há dois anos não era “brilhante” como agora, e uma apoplexia em Manuel Alegre, então suspenso da sua amizade... mas quem lhe manda falar nisso agora, o contexto é diferente, está a ter uma atitude um bocado pidesca, e por muito menos do que isto o Rui Mateus, o caso Emaudio, o fax de Macau e o diabo a sete milhões de patacas nunca mais se ouviu falar deles... e já cá não está quem falou, meus amigos.
A 25 de Abril de 2013, afundado no seu sofá da sua Fundação, frente ao seu Parlamento, Soares tentou lançar ondas magnéticas  destruidoras.
Usava o poderoso cérebro, famoso no mundo, de Mário Alberto Nobre Lopes Soares, também conhecido, da Venezuela a Paris, de Luanda à Jamba, da praia do Vau à Faixa de Gaza, por “Marocase “o Bochechas”. Mas Presidente e Governo não caíram (até à data do fecho desta biografia). Vendo as crianças que enchiam as galerias da AR para ouvir os discursos, preparando-se tão cedo para uma vida de horror e vazio até emigrarem, Soares lembrou-se do seu filho querido, o conhecido político João... quer dizer, o conhecido Partido Socialista Nobre Lopes Soares (PSNLS), que há precisamente 40 anos, no exílio, foi dado à luz contra a ditadura salazarista.
Um dia, dizem os anais da História, o menino sentiu-se mal e, em vez de o meter numa cama de hospital, o pai enfiou-o na gaveta, e na verdade curou-o de vez, porque nunca mais foi o mesmo, e nem hoje sabe bem o nome que tem. Mas como dizia o jovem comunista Mário Soares na época (colégio Moderno, fundado pelo pai) em que o seu professor era Álvaro Cunhal, - Por muito menos do que isto, foi morto o czar da Rússia e família Mário Soares, 88 anos, este impossível de resumir.
Alguns factos, no entanto, se destacam numa força da natureza, massa em movimento, uma luta pela democracia, pela liberdade e pelo financiamento (do país na Europa e do PS onde houver dinheiro). Para falar como Soares, desde antes da União Europeia pré-Angela Merkl, no paleolítico inferior da União Europeia, e da catástrofe neoliberal coelhina, isto é, quando ainda havia algum. Em 1906, por exemplo, apesar de não nascido, o futuro doutor em Históricas e Filosóficas (1951), Direito (1957), e Francês Falado (19??) já sabia de cor as palavras republicanas de Afonso Costa:
— Por muito menos do que os crimes cometidos por D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XVI.
A política é a arte da adaptação, e o grande político o seu actor. Soares, o homem 12 vezes preso pela ditadura, dos três anos de celas e exílios, aproveitou  uma estadia na prisão, em 1949, para casar com a companheira da vida, a actriz Maria Barroso. O plano final era a noiva recitar os primeiros sonetos do jovem Manuel Alegre, cheio de lirismo, mensagem e luta, até os guardas entregarem as chaves. Já então se percebia a audácia de Soares, a determinação que o levaram, em 1955 e 1958, a estar na candidatura da oposição democrática de Norton de Matos e Humberto Delgado. Mas teve de esperar por 1986. Foi-o dez anos, o único “presidente-rei” de Portugal.
— Por muito menos do que isto, inventei as presidências abertas.
Já não resultou em 2005, quando quis regressar a Belém e o menos jovem e mais lírico e lutador Alegre ficou-lhe à frente, agora fizeram as pazes, ainda bem. Soares matou, com 14% de votos, saudades de bofetadas na Marinha Grande. Do underdog que acabaria por vencer, para verdadeiro underdog de rabo encolhido, duas décadas mais tarde. Mas o que é o tempo para Soares, que percebeu Cunhal logo que ele chegou a Lisboa, nos finais de Abril de 74, depois da Revolução dos Cravos. Dois dias atrasado em relação ao Mário, camaradas, e agora? Vinha de mais a Leste, mas não estava a leste. Na estação de comboios, Cunhal subiu para um tanque para tirar fotos com um soldado e um operário. E Soares nem um carro tinha para ser multado a 199 km/h, quanto mais símbolos do povo para mostrar a seu lado.
— Por muito menos do que isto, trazia de Paris duas bailarinas de cancan.
E só descansou com o 25 de Novembro e com o PS no poder, isto é, nunca descansou nem pode estar descansado.
(Extraído do Jornal PÚBLICO)

terça-feira, 26 de março de 2013

RECORDANDO O DONA MARIA PIA



Com o Teatro D. Maria Pia marcou-se de forma indelével um período áureo da arte de Talma, pois Leiria estava, finalmente, dotada de uma das melhores salas de espectáculos  da província.
Desde há muito que se ouviam protestos da população citadina, que reclamava a inexistência de um teatro que lhes trouxesse alguma modernidade na arte de representar, da música e da poesia... e que ficasse situado num zona capaz de vir a dar uma resposta às aspirações de tantas pessoas, que desesperavam pela temporalidade que estava a ser dada à dignificação de Leiria, pois viam prolongar-se no tempo a dotação de uma sala que lhes permitisse sonhar, representando.
Foi aqui que apareceu aquela mão cheia de gente ilustre, leirienses empenhados em dar resposta às aspirações da sociedade de que eram parte. Foi a vontade de Miguel Joaquim Leitão, devidamente coadjuvado pelo Barão de Salgueiro, Tomás de Aquino Vítor, António Rino Jordão e João Lúcio Lobo, que resolveram dar forma aos sonhos das gentes da cidade do Lis.
 
Foi lançada a primeira pedra no dia 3 de Outubro de 1878 .
Cumpridas as formalidades inerentes àquilo que se pretendia fazer, o novo Teatro foi edificado no campo de D. Luís, onde hoje é o Largo de largo de Goa, Damão e Dio. Era dotado de uma  arquitectura simples, mas a sala, em ferradura , era iluminada pelos numerosos candelabros que estavam suspensos dos camarotes, que tinham os corrimões forrados a veludo carmesim, os quais lhe emprestavam um  requinte incomparável . Era um  interior de  grande elegância e  luxo, tudo feito com enorme bom gosto, sendo o tecto ornamentado a dourado e o pano de boca lindíssimo, mandado executar  em Milão. O palco era bastante amplo e os camarins espaçosos.


 A  inauguração foi feita no dia 8 de Dezembro de 1880, tendo sido realizado , na abertura, um deslumbrante espectáculo,  integralmente produzido e interpretado por artistas leirienses. Os estatutos do Teatro Dona Maria Pia foram aprovados por alvará emitido pelo Governo Civil de Leiria, em 2 de Julho de 1880.
Tornou-se o Teatro D. Maria num pela  excelência da sua acção, num pólo cultural, educacional e beneficente da urbe.
Foram ali aplaudidas as melhores companhias de teatro de então, a partir das suas  frisas, camarotes e plateia. Ali actuaram os mais conceituados artistas nacionais e alguns internacionais brilharam no seu palco.
 
Muitos artistas leirienses levaram ali à cena espectáculos de grande qualidade, mas também se representaram ali algumas boas peças de autores Leirienses  que obtiveram  grande sucesso, como foi o caso de Leiria - Marca, Água da Fonte Grande, de Horácio Eliseu, as operetas Alda e a Condessa Helena, de João Pereira Gomes, autor da letra e  José Zuquete, que musicou, por exemplo.
Hoje, passados os anos sobre a sua demolição, o Teatro de Dona Maria Pia é apenas uma reminiscência do passado, algo que ficou 'quase' perpetuado naquele barracão que foi anos a fio um sinal da degradação a que alguns pretenderam remeter o teatro em Leiria, mas sem sucesso, porque há sempre alguém que está atento... e José Lúcio da Silva foi disso paradigma.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL? ENTRUDO? QUE É ISSO?

Toda a Europa Comunitária, e talvez as cercanias, gostariam de mamar, de ter muitas mordomias!
Seja a porca da Alemanha, da França ou de Bruxelas, mas todos querem mamar numas maminhas tão belas!
Só que o pobre Portugal, pequenino e enfezado, não sabe mamar e é fatal: É logo posto de lado!
Vejo tantas mordomias, tanta vontade de nos tramar não só hoje, mas todos os dias, pois isso é que está a dar!
Eles dão tiros no pé, mas ficam sempre a sorrir, é exemplo o Carnaval,  que põe o País a... dormir!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PREITO DE HOMENAGEM


SAUDADES DE MINHA MÃE

Minha Mãe
concebeste- me por amor ,
E sempre me protegestes tão bem
desde o dia em que nasci...
...eu era o teu menino
dizias tu, satisfeita,
pois não vias no mundo
uma criança mais perfeita.
Querias conduzir-me pela vida,
levar-me sempre pela mão,
para a escola, para o jardim...
...tinhas tanto amor no coração
para os meus irmão e para mim,
a tua mais nova paixão!

Deste-me exemplos de humildade,
de como se ama um irmão;
Pois será sempre deles, na verdade,
uma parte do teu coração.
Respeito pelo próximo, solidariedade,
verdade, honestidade e paciência,
espalhando pelo mundo a paz e caridade...
valores que não precisam de ciência!...

Saudade é o que sinto por ti, Mãe…
...partistes há tantos anos... 62...
...não morrestes em mim, mas porém,
nada foi igual para mim, depois!
Na saudade que em mim ficou
parece ter-te sempre não presente
e que nenhum anjo te levou...
sinto que me olhas tão docemente
e o carinhos e afagos teus redobrou
porque te amo, óh Mãe, hoje e sempre,
mesmo depois do tempo que passou...
E sei que nunca estivestes ausente
nos dias em que a saudade apertou!

 
Poema de Victor Elias
nos 62 anos da morte daMãe

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NOVO ANO... ANO VELHO...


Com a chegada de mais um ano, completam-se dois mil e doze jogadas no xadrez da vida, sem que tenha soado a hora do xeque-mate para a esperança, que sempre vai seguindo em cada pedra que é mudada... em cada noite de São Silvestre que passa.
No Ano Novo renovam-se os desejos de que 'para o ano é que vai ser'... nem que seja apenas o desejo de que o clube da nossa simpatia venha a ostentar as tradicionais faixas de campeão de qualquer coisa, porque o que interessa é ser o melhor, seja lá no que possa ser. No Ano Novo dizem-se muitas coisas bonitas, há muitas promessas que se fazem, muitos propósitos de mudança, seja lá para o que possa ser, mil e uma intenções de ser alguém diferente, mais confiável, mais solidário, mais benemerente, mais tolerante, mais amável, mais alegre, mais tudo o que se possa imaginar, porque vai passando de um para o outro ano e mudanças... só as do carro, se não estiverem avariadas, claro!
Do Ano Velho muito há para contar, mas recordar tristezas não será a coisa mais 'feliz' de se fazer. Fica um cotejo de atitudes menos dignas vindas de quem devia 'mandar', mas parece que Portugal só tem no (des)Governo quem saiba conjugar o verbo 'subtraír' e as palavras mais escritas/ditas foram 'CRISE', 'DESEMPREGO', 'FOME'  e 'IMPOSTOS', vá-se lá saber porquê.
Infelizmente sabemos que alguns destes 'títulos' vão chegar ao Ano Novo e até se fala na hipótese de um 'crescimento', porque os nossos (des)Governantes ainda não conseguiram arranjar uma solução que não passe por colocarem os mais desafortunados a pagar a factura daquilo que é dado aos mais protegidos pela fortuna.
Infelizmente não podemos ter o prazer de dizer a cada um dos nossos Amigos FELIZ ANO NOVO, porque a felicidade é algo de muito raro na nossa sociedade, por falta de AMOR, VERDADE, SOLIDARIEDADE, TRABALHO, SAÚDE, JUSTIÇA... e tudo o mais que seja negado ao Homem todo!  
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MAIS UMA VEZ A ESPERANÇA... É NATAL!

Nestes tempos em que esperamos, ávidos, a vinda do Salvador, Jesus Cristo, façamos da esperança um factor de FÉ, e de CARIDADE, dando àquele que nos é próximo a prenda de um SORRISO!

sábado, 1 de dezembro de 2012

DIA DA INDEPENDÊNCIA

No dia 1 de Dezembro de 1640, terminava um nefasto período de 60 anos em que o Reino de Portugal se viu governado pela Coroa espanhola da dinastia de origem austríaca dos Habsburgos. Depois de 60 anos de ocupação castelhana, veio o fim do reinado de D.Filipe III (conhecido como Felipe IV de Espanha).
Terminava a dinastia que ficou conhecida como 'Filipina' em virtude de todos os monarcas que a constituiram se chamarem Filipe.
Quando na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, o jovem Rei D. Sebastião foi derrotado pelas forças mouras que se lhe opunham, Portugal ficou sem rei nem sequer sucessor ao trono, que foi ocupado, durante dois anos, pelo seu tio-avô, o chamado Cardeal-Rei D. Henrique.
No entanto havia os  direitos de Filipe-II de Castela (o monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado e o seu dinheiro por outro, que levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.
 A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si e Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países era independente dos outros.
A monarquia dos Habsburgo, era provavelmente mais parecida com uma União 'Monárquica' Europeia, do que com um país, mas essa completa separação de estados 'ligados' uns aos outros por frágeis 'linhas de alinhavar', era considerada como o calcanhar de Aquiles da monarquia, acabando por ser a principal razão da sua decadência.
Pretendendo evitar a fricção continua existente entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução encontrada passava pela submissão de todos a um único rei detentor de um governo único, levando a que fosse imposta uma politica de administração central que conflituava com os direitos que haviam sido jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa.
É assim que, no caso português, nas corte de Tomar realizadas em 1581, D. Filipe I, (Felipe-II em Castela) prestou juramento como rei de Portugal, mas o neto, Filipe-III (Felipe-IV de Castela) fez letra morta dos juramento do seu avô, levando a que, jurídicamente, a violação do juramento feito por Filipe I, em 1581, nas cortes de Tomat, Filipe III houvesse perdido legitimidade para governar Portugal, pois essa mesma legitimidade dependia do cumprimento das obrigações a que estava obrigado por juramento.
Mal desponta o dia 1 de Dezembro de 1640, cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos por "conjurados", entram no palácio real do Paço da Ribeira e rápidamente submetem a guarda. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos, que executam, e obrigam pela força a duquesa de Mântua, no cargo de Vice-Rei, a ordenar a rendição das forças castelhanas acantonadas no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo.
 
Conduzida e executada pela nobreza portuguesa, a revolução teve aceitação total. Em todo o país, mal foi conhecida a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. Várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV.
O duque de Bragança chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei. Nas duas semanas que se seguem, todo o país, nobres e municípios, se declara apoiante de D. João IV.
A revolta acontecida em Portugal, no 1º. dia de Dezembro de 1640, deu ao Povo português a noção daquilo que vale a sua independência, não acreditando eu que uma qualquer 'tróika' de cariz económico, que quer vencer Portugal de forma aviltante, utilizando o poder do dinheiro para tentar subjugar a nossa vontade, terá de ser a resposta contínua aos que de fora nos querem impôr regras atentatórias da nossa liberdade.
O Governo português, fiel depositário dos desejos de 'ocupação' das nossas consciências por parte das 'tróikas' que nos vão angustiando, parece querer vencer os Portugueses pela destruição dos valores pátrios mais queridos, cortando o feriado do Dia da Independência!
Mas os Portugueses não desarmam e continuam a gritar: "ARRAIAL... ARRAIAL... ARRAIAL POR SANTA MARIA,  D. NUNO, PELO POVO E INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL!". 

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!