sexta-feira, 28 de junho de 2013

OS EXAMES PRIMÁRIOS...

 
Por este tempo, há muitos anos atrás, um miúdo do outro lado da cidade, lá da zona do Castelo,  foi mandado apresentar na 'Escola Nova' onde pontificava o Professor Fernandes. Ia ali fazer o seu Exame da 4ª. Classe do Ensino Primário.
A minha irmã mais velha tratou de me arranjar uma camisa mais 'à homenzinho', pois queria que eu fosse mais arranjadinho e de gravata ao pescoço... o que me causou uma impressão tremenda, dado lembrar um pouco as cordas que se preparavam para enforcar os 'mauzões' nos filmes de sheriffs, cowboys e bandidos, que costumava ver no Teatro Dona Maria Pia, com o beneplácito do bilheteiro, o Senhor Emílio, ou dos porteiros, os senhores Totó e João 'Alemão', que sempre arranjavam forma de nos conseguir aquele papelinho mágico que  nos permitia ir sonhar com as planícies americanas lá no alto das galerias ou do 3º. Balcão.
Manhã cedo, a barriga com um friozinho incomodativo que era prenúncio de estar a chegar a hora em que se ia verificar se o Professor Guimarães tinha preparado os seus rapazes a preceito, lá comparecemos na Escola, aguardando impacientes que o tormento começasse, para terminar logo com a angustia do exame.
 
De repente, o Professor Crespo começou a chamada e nós fomos direitinhos ao cadafalso que a cada um estava destinado... que é como quem diz, à carteira onde nos teremos de sentar para receber as instruções relativas à prova, o preenchimento da capa da folha de ponto, depois de lhe fazer a margem de acordo com o que nos foi dito para fazer.
A aritmética não oferecia grandes dificuldades, tal como a geometria. O ditado era de uma lição subordinada ao tema 'Os livros',  bastante  conhecida do Livro de Leitura. A redação foi sobre o mesmo tema do ditado.
Desde logo me pareceu ter corrido mal, porque estava realmente bem preparado. Fiz a oral sem problemas de maior, a exemplo do que tinha acontecido com a escrita. Foi examinado pelos Professores Manuel Afonso, Guerra e Crespo. O Professor Fernandes apenas  nos orientou  na preparação da prova escrita, mas a sua presença, com o seu sorriso cheio de bondade, era um bálsamo para todos nos.
Por este tempo, há muitos anos atrás, concluí a fase 'infantil' do meu percurso de estudante, mas jamais consegui esquecer que foram os meus professores e examinadores que me deram a noção exacta do que vale o saber ler, contar, ver, escrever, interpretar o valor da aprendizagem na formação integral da criança que era, do jovem que fui e do homem em que me tornei.
Comecei o meu percurso na avenida Marquês de Pombal, no Jardim Escola João de Deus, fazendo depois a escolaridade em Santo Estevão. A 'Escola Nova', hoje 'Amarela', fui onde mostrei não ter sido em vão a passagem no Jardim Escola, com a curiosidade de ambos os estabelecimentos de ensino se situarem na  Avenida Marquês de Pombal.

sábado, 15 de junho de 2013

AS MULHERES DE LEIRIA...

 
Alguém me perguntou, um dia, porque um dos mais belos monumentos da cidade representavam mulheres, mas não daquelas que tinham títulos, posição, carisma, porque não tem títulos quem anda descalço - excepto no filme 'A Condessa descalça' -, não tem posição social quem vai comprar ou vender ao mercado, porque isso é trabalho das serviçais, não tem carisma quem nem sequer merece ser falado nas colunas sociais, a não ser por situações em que a mulher não é elevada como gostaria... digo eu. 
Claro que me veio logo à ideia uma explicação que considero correta,  segundo os valores que aprendi a respeitar na mulher... como em todo o ser humano, ao fim e ao cabo: A DIGNIDADE DE VIDA DEMONSTRADA EM CADA DIA!
Que nos mostra aquele belo monumento à mulher de Leiria? Que esta é coquete? Mesmo vivendo a labuta do trabalho do campo, a mulher leiriense jamais deixa de ser coquete... na sua simplicidade; bela... na sua rusticidade;  doce... na sua feminilidade e tudo o mais que a mulher dos saraus do Grémio Literário, a elegante das 'soirées' na Assembleia Leiriense ou nos salões de espetáculos citadinos.
Não usa peles de arminho, chinchilas, lontras ou o que seja para se enfeitar, mas não enjeita trazer o porquinho no regaço, tal como a filha pela mão.

A mulher de Leiria está condignamente representada naquele monumento que dá as boas vindas a quem visita o Parque da Cidade, graças à visão artística de um escultor que apenas não conseguiu dar o sopro da vida,  como o faria o Criador, e dizer àquelas Mulheres, cinzeladas na pedra: IDE E FAZEI FELIZ O HOMEM QUE VOZ FAÇA JUSTIÇA À SINGELEZA DO GESTO, À BELEZA DE ALMA, À ELEGÂNCIA CULTIVADA NOS GINÁSIOS DOS MILHEIRAIS E TRIGAIS, DOS LEGUMES E DAS BATATAS, DO MELÃO E DO RECO QUE ALIMENTA COM OS PRODUTOS QUE A TERRA LHE DÁ, GENEROSA!
 

sábado, 11 de maio de 2013

SAUDADES DE LEIRIA

Velho Correio de Santana, que tantas notícias levou um pouco por toda a parte, por cartas, telegramas, postais, mas também por telefone, pois era aos CTT que tal missão competia. Quantas cartas de amor e ódio, de alegria e tristeza passaram pelo carimbo 'quase' mecânizado com que as zelosas funcionárias apunham  marca do dia sobre os selos, depois que recebiam as cartas dos expedidores, fossem eles industriais, comerciantes, que tratavam do expediente inerente às suas actividades, ou gente comum que apenas procurava enviar ou receber notícias dos familiares distantes.
Agora, sem outra razão que não seja a destruição de uma memória de Leiria, porque o lucro clama pelo camartelo, como outrora aconteceu com a Praça de Touros, o Teatro Dona Maria Pia e tantas outras 'relíquias' que fizeram a cidade. A Fonte Quente... onde está? Fiquemos por aqui, que é o melhor.
Mas o ficar por aqui não significa não ter memória das coisas, pois cada casa, cada esquina, cada recanto da cidade estão de forma indelével marcados no nosso subconsciente. No Largo da Sé há muita história para contar, muitas coisas a recordar... tanta coisa a lamentar! O velho prédio da família Hingá, onde funcionava a Imprensa Comercial (à Sé), vulgo a tipografia do 'Carlos Silva', ainda vai sobrevivendo, 'colado' apenas pela vontade de resistir. Ali ao pé havia a Manteigaria da Dona 'Miquinhas', a famosa 'Pharmácia Paiva', a Casa Faria, a Chapelaria Freitas, a Tinturaria Americana, a Oficina de Bicicletas do senhor Afonso, a Associação de Futebol de Leiria, mas a maioria desse património pereceu com o crescimento da cidade.
 
Ao pé da Estação dos Correios, onde funcionou durante muitos anos  a Central dos Correios e o Parque dos Telefones, onde trabalhou o saudoso Porém Luís, que foi futebolista do Ateneu e árbitro de categiria internacional, ficava a Auto-Leiria, os Bombeiros, o Café Colonial, o Restaurante Abrigo, a Drogaria Rodrigues, a Igreja Evangélica Baptista, o Xico Marques e outros que foram na voragem dos tempos e agora são lembranças feitas poeira.
 
Felizmente que a Fonte das Carrancas, ou Fonte Grande, como lhe queiram chamar, vai resistindo as tentações dos camartelos, pois estes  aspirariam dar-lhe o mesmo destino que teve o Hotel Lis, como noutro ponto aconteceu ao Hotel Central.
Não creio que a actual edilidade venha a seguir a sanha destrutiva da senhora que em tempos geriu os destinos autárquicos, porque é bonito aquilo que a POLIS fez pela cidade, dando alguma dignidade a algumas zonas dela carenciadas, mas é tempo de evitar que a verdadeira Leiria venha a ser um monte de escombros, a amostra de uma Hiroshima após a malfadada bomba que sobre ela caíu e a destruíu!
Quem responde pelo velho Hospital Militar de Leiria? Não será tempo de obrigar o Ministério da Defesa a responsabilizar-se por uma infraestrutura monástica que foi 'roubada' à Igreja, foi utilizada pelo Exército, que lhe deu uso como hospital, mas também como curral de muares e suinicultura, depósito de ferro velho, oficinas, depósito de material de guerra obsoleto. E o património que foi desviado dos seus legítimos proprietários?
Houve imagens roubadas, paramentos, mobiliário, alfaias litírgicas, material hospitalar, azulejos do revestimento das paredes e até pedras dos ornatos dos edifícios desapareceram! Estão no entulho? Onde?
Tenho saudades de Leiria, mas temo que os meus netos não venham a reconhecer a minha terra, de que tanto escrevi para memória futura, mas que está uma amostra da cidade que um dia foi conhecida como a Cidade do Lis... mas hoje temo que lhe possam chamar 'do lixo'.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

o MÁRI-O SÓ-ARES

POR MENOS DO QUE ISTO
Como estaria Portugal sem aquele que é maior do que o seu peso?
O bem-disposto mais temido da política.
Soares, o elo perdido da evolução do PS
Não tendo muito que fazer no feriado do 25 de Abril (inaugurar museu em Lisboa com o seu nome, lançar tema da semana contra Governo, inventar insulto do mês para o Presidente da República, de facto um dia normal), Mário Soares teve algumas horas para pensar na vida.
Faltara outra vez à cerimónia na Assembleia da República por solidariedade com “os capitães de Abril”, que por sua vez faltaram por solidariedade consigo próprios e que, para o ano, faltarão por solidariedade por já terem faltado dois anos seguidos, que já dá um respeitoso passado à falta.
O ex-Presidente viu os primeiros minutos da cerimónia solene pela TV. Não sendo um espírito religioso, rezou para que Passos Coelho e Cavaco Silva, os tipos que - Por muito menos do que isto foi D. Carlos morto... - tropeçassem no degrau do hemiciclo e caíssem em directo. Mesmo laico, um republicano e socialista tem fezadas. Por exemplo, como Obama e o Papa Francisco são “os meus actuais ídolos políticos”, também Pedro Passos Coelho pareceu a Soares um bom candidato a primeiro-ministro, por isso o elogiou publicamente pela sua preparação e seriedade, ou então foi só para provocar uma fúria em José Sócrates, que há dois anos não era “brilhante” como agora, e uma apoplexia em Manuel Alegre, então suspenso da sua amizade... mas quem lhe manda falar nisso agora, o contexto é diferente, está a ter uma atitude um bocado pidesca, e por muito menos do que isto o Rui Mateus, o caso Emaudio, o fax de Macau e o diabo a sete milhões de patacas nunca mais se ouviu falar deles... e já cá não está quem falou, meus amigos.
A 25 de Abril de 2013, afundado no seu sofá da sua Fundação, frente ao seu Parlamento, Soares tentou lançar ondas magnéticas  destruidoras.
Usava o poderoso cérebro, famoso no mundo, de Mário Alberto Nobre Lopes Soares, também conhecido, da Venezuela a Paris, de Luanda à Jamba, da praia do Vau à Faixa de Gaza, por “Marocase “o Bochechas”. Mas Presidente e Governo não caíram (até à data do fecho desta biografia). Vendo as crianças que enchiam as galerias da AR para ouvir os discursos, preparando-se tão cedo para uma vida de horror e vazio até emigrarem, Soares lembrou-se do seu filho querido, o conhecido político João... quer dizer, o conhecido Partido Socialista Nobre Lopes Soares (PSNLS), que há precisamente 40 anos, no exílio, foi dado à luz contra a ditadura salazarista.
Um dia, dizem os anais da História, o menino sentiu-se mal e, em vez de o meter numa cama de hospital, o pai enfiou-o na gaveta, e na verdade curou-o de vez, porque nunca mais foi o mesmo, e nem hoje sabe bem o nome que tem. Mas como dizia o jovem comunista Mário Soares na época (colégio Moderno, fundado pelo pai) em que o seu professor era Álvaro Cunhal, - Por muito menos do que isto, foi morto o czar da Rússia e família Mário Soares, 88 anos, este impossível de resumir.
Alguns factos, no entanto, se destacam numa força da natureza, massa em movimento, uma luta pela democracia, pela liberdade e pelo financiamento (do país na Europa e do PS onde houver dinheiro). Para falar como Soares, desde antes da União Europeia pré-Angela Merkl, no paleolítico inferior da União Europeia, e da catástrofe neoliberal coelhina, isto é, quando ainda havia algum. Em 1906, por exemplo, apesar de não nascido, o futuro doutor em Históricas e Filosóficas (1951), Direito (1957), e Francês Falado (19??) já sabia de cor as palavras republicanas de Afonso Costa:
— Por muito menos do que os crimes cometidos por D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XVI.
A política é a arte da adaptação, e o grande político o seu actor. Soares, o homem 12 vezes preso pela ditadura, dos três anos de celas e exílios, aproveitou  uma estadia na prisão, em 1949, para casar com a companheira da vida, a actriz Maria Barroso. O plano final era a noiva recitar os primeiros sonetos do jovem Manuel Alegre, cheio de lirismo, mensagem e luta, até os guardas entregarem as chaves. Já então se percebia a audácia de Soares, a determinação que o levaram, em 1955 e 1958, a estar na candidatura da oposição democrática de Norton de Matos e Humberto Delgado. Mas teve de esperar por 1986. Foi-o dez anos, o único “presidente-rei” de Portugal.
— Por muito menos do que isto, inventei as presidências abertas.
Já não resultou em 2005, quando quis regressar a Belém e o menos jovem e mais lírico e lutador Alegre ficou-lhe à frente, agora fizeram as pazes, ainda bem. Soares matou, com 14% de votos, saudades de bofetadas na Marinha Grande. Do underdog que acabaria por vencer, para verdadeiro underdog de rabo encolhido, duas décadas mais tarde. Mas o que é o tempo para Soares, que percebeu Cunhal logo que ele chegou a Lisboa, nos finais de Abril de 74, depois da Revolução dos Cravos. Dois dias atrasado em relação ao Mário, camaradas, e agora? Vinha de mais a Leste, mas não estava a leste. Na estação de comboios, Cunhal subiu para um tanque para tirar fotos com um soldado e um operário. E Soares nem um carro tinha para ser multado a 199 km/h, quanto mais símbolos do povo para mostrar a seu lado.
— Por muito menos do que isto, trazia de Paris duas bailarinas de cancan.
E só descansou com o 25 de Novembro e com o PS no poder, isto é, nunca descansou nem pode estar descansado.
(Extraído do Jornal PÚBLICO)

terça-feira, 26 de março de 2013

RECORDANDO O DONA MARIA PIA



Com o Teatro D. Maria Pia marcou-se de forma indelével um período áureo da arte de Talma, pois Leiria estava, finalmente, dotada de uma das melhores salas de espectáculos  da província.
Desde há muito que se ouviam protestos da população citadina, que reclamava a inexistência de um teatro que lhes trouxesse alguma modernidade na arte de representar, da música e da poesia... e que ficasse situado num zona capaz de vir a dar uma resposta às aspirações de tantas pessoas, que desesperavam pela temporalidade que estava a ser dada à dignificação de Leiria, pois viam prolongar-se no tempo a dotação de uma sala que lhes permitisse sonhar, representando.
Foi aqui que apareceu aquela mão cheia de gente ilustre, leirienses empenhados em dar resposta às aspirações da sociedade de que eram parte. Foi a vontade de Miguel Joaquim Leitão, devidamente coadjuvado pelo Barão de Salgueiro, Tomás de Aquino Vítor, António Rino Jordão e João Lúcio Lobo, que resolveram dar forma aos sonhos das gentes da cidade do Lis.
 
Foi lançada a primeira pedra no dia 3 de Outubro de 1878 .
Cumpridas as formalidades inerentes àquilo que se pretendia fazer, o novo Teatro foi edificado no campo de D. Luís, onde hoje é o Largo de largo de Goa, Damão e Dio. Era dotado de uma  arquitectura simples, mas a sala, em ferradura , era iluminada pelos numerosos candelabros que estavam suspensos dos camarotes, que tinham os corrimões forrados a veludo carmesim, os quais lhe emprestavam um  requinte incomparável . Era um  interior de  grande elegância e  luxo, tudo feito com enorme bom gosto, sendo o tecto ornamentado a dourado e o pano de boca lindíssimo, mandado executar  em Milão. O palco era bastante amplo e os camarins espaçosos.


 A  inauguração foi feita no dia 8 de Dezembro de 1880, tendo sido realizado , na abertura, um deslumbrante espectáculo,  integralmente produzido e interpretado por artistas leirienses. Os estatutos do Teatro Dona Maria Pia foram aprovados por alvará emitido pelo Governo Civil de Leiria, em 2 de Julho de 1880.
Tornou-se o Teatro D. Maria num pela  excelência da sua acção, num pólo cultural, educacional e beneficente da urbe.
Foram ali aplaudidas as melhores companhias de teatro de então, a partir das suas  frisas, camarotes e plateia. Ali actuaram os mais conceituados artistas nacionais e alguns internacionais brilharam no seu palco.
 
Muitos artistas leirienses levaram ali à cena espectáculos de grande qualidade, mas também se representaram ali algumas boas peças de autores Leirienses  que obtiveram  grande sucesso, como foi o caso de Leiria - Marca, Água da Fonte Grande, de Horácio Eliseu, as operetas Alda e a Condessa Helena, de João Pereira Gomes, autor da letra e  José Zuquete, que musicou, por exemplo.
Hoje, passados os anos sobre a sua demolição, o Teatro de Dona Maria Pia é apenas uma reminiscência do passado, algo que ficou 'quase' perpetuado naquele barracão que foi anos a fio um sinal da degradação a que alguns pretenderam remeter o teatro em Leiria, mas sem sucesso, porque há sempre alguém que está atento... e José Lúcio da Silva foi disso paradigma.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL? ENTRUDO? QUE É ISSO?

Toda a Europa Comunitária, e talvez as cercanias, gostariam de mamar, de ter muitas mordomias!
Seja a porca da Alemanha, da França ou de Bruxelas, mas todos querem mamar numas maminhas tão belas!
Só que o pobre Portugal, pequenino e enfezado, não sabe mamar e é fatal: É logo posto de lado!
Vejo tantas mordomias, tanta vontade de nos tramar não só hoje, mas todos os dias, pois isso é que está a dar!
Eles dão tiros no pé, mas ficam sempre a sorrir, é exemplo o Carnaval,  que põe o País a... dormir!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PREITO DE HOMENAGEM


SAUDADES DE MINHA MÃE

Minha Mãe
concebeste- me por amor ,
E sempre me protegestes tão bem
desde o dia em que nasci...
...eu era o teu menino
dizias tu, satisfeita,
pois não vias no mundo
uma criança mais perfeita.
Querias conduzir-me pela vida,
levar-me sempre pela mão,
para a escola, para o jardim...
...tinhas tanto amor no coração
para os meus irmão e para mim,
a tua mais nova paixão!

Deste-me exemplos de humildade,
de como se ama um irmão;
Pois será sempre deles, na verdade,
uma parte do teu coração.
Respeito pelo próximo, solidariedade,
verdade, honestidade e paciência,
espalhando pelo mundo a paz e caridade...
valores que não precisam de ciência!...

Saudade é o que sinto por ti, Mãe…
...partistes há tantos anos... 62...
...não morrestes em mim, mas porém,
nada foi igual para mim, depois!
Na saudade que em mim ficou
parece ter-te sempre não presente
e que nenhum anjo te levou...
sinto que me olhas tão docemente
e o carinhos e afagos teus redobrou
porque te amo, óh Mãe, hoje e sempre,
mesmo depois do tempo que passou...
E sei que nunca estivestes ausente
nos dias em que a saudade apertou!

 
Poema de Victor Elias
nos 62 anos da morte daMãe

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!