quinta-feira, 26 de setembro de 2013

LEIRIA NA PALETA DO ARTISTA

ARNALDO BARATEIRO É UM ARTISTA PLÁSTICO DE MÃO CHEIA! 
NA SUA PALETA MÁGICA, O PINCEL VAI  RECOLHENDO AS CORES COM QUE  VAI PINTANDO O RETRATO DE UMA CIDADE QUE AMA,  E AS 'CORES DE LEIRIA'  TÊM DIVULGADO UMA INVULGAR CAPACIDADE PARA REPRODUZIR NA TELA  PARTE IMPORTANTE  DE UMA CIDADE QUE  SE FOI DEGRADANDO, AO LONGO DOS ANOS... CHEGANDO  ALGUM ACERVO HISTÓRICO A SER  SACRIFICADO AO PESO DO  CAMARTELO,  QUANDO ALGUMAS PERSONALIDADES TEIMAM EM NÃO SENTIR A CIDADE.
O QUE ME FOI DADO VÊR NA MOSTRA QUE O ARTISTA PATENTEOU ÀS PESSOAS INTERESSADAS EM RECORDAR A LEIRIA DE OUTROS TEMPOS, E NÃO SÓ, FOI IMPULSIONADOR QUE ME LEVOU  A PEDIR PERSEVERANÇA AO NOSSO PINTOR DO REALISMO DE UMA CIDADE QUE TEM NELE, ALFREDO BARATEIRO,  ALGUÉM CAPAZ DE DAR AOS VINDOUROS A IMAGEM DE UMA CIDADE QUE TEIMA EM SE MOSTRAR VIVA E ATRAENTE, COM 'POLIS' OU SEM 'POLIS', PORQUE OS LEIRIENSES TAMBÉM MERECEM  AS COISAS BOAS DA VIDA.
 
ESTAS DUAS TELAS SÃO MUITO IMPORTANTES PARA A MEMÓRIA QUE EU E O PINTOR TEMOS DA CIDADE ONDE NOS FIZEMOS 'GENTE CRESCIDA'.
UMA E OUTRA REPRESENTAM AS RUAS DA NOSSA MENINICE...  QUE  SÓ O ARTISTA CONSEGUIU TER A SENSIBILIDADE SUFICIENTE PARA AS REPRODUZIR PARA A POSTERIORIDADE.
NA EXPOSIÇÃO REALIZADA NO CINE TEATRO JOSÉ LÚCIO DA SILVA, ARNALDO BARATEIRO MOSTROU TODA A MAGNIFICÊNCIA DO SEU TRABALHO, ESPERANDO-SE QUE OS LEIRIENSES TENHAM SABIDO CONTEMPLAR A EXTRAORDINÁRIA OBRA PICTÓRICA APRESENTADA DURANTE A ÚLTIMA QUINZENA DESTE MÊS, POIS  APRESENTA ÓLEOS QUE  DEFINEM  ESTE ARTISTA TÃO COMPLETO QUE HONRA A CIDADE DE LEIRIA E A PINTURA EM GERAL!
PARABÉNS, ARNALDO, E OBRIGADO!

sábado, 7 de setembro de 2013

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

Quando vejo um Amigo, que foi meu companheiro de brincadeiras ainda menino, cúmplice nas mil e uma tropelias que se faziam naquela Rua D. Afonso Henriques, jogando caricas, berlindes ou pião, um Amigo com quem se trocavam os jogadores repetidos dos caramelos da bola comprados no quiosque do Sr. Maurício ou em qualquer outro lado onde os vendessem, pegar no pincel e na paleta e transmitir para a tela toda a beleza da cidade que o albergou durante tantos anos, depois que veio da sua Calvaria natal... como se me alegra o coração, pois o Arnaldo Alfredo Calado Barateiro é hoje um Leiriense de que todos os filhos de Leiria se deverão orgulhar!
Obrigado, Arnaldo, pelo testemunho que dás da cidade do Lis.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

BEM PREGA O MAROCAS


Não sei se alguém recorda as inacreditáveis pressões e ameaças feitas aqui há uns tempitos pelo Pai da 'Palhaçocracia', Mário Soares, contra o ingénuo Tó Zé Seguro, o inseguro secretário-geral do PS.

Lembrei-me logo daquilo que o mesmo senhor 'Bochechas' afirmou, quando andava a negociar um inimaginável (ao tempo) acordo de coligação governamental com os Democratas Cristãos, pois ele, na altura, precisava de uma bengala onde se apoiar... como hoje acontece, sem que ele se aperceba.

Houve imensas críticas a tal atitude do 'Marocas', e a maior parte delas vinham do próprio partido do Largo do Rato, mas ele lá foi resistindo e defendendo que apenas se limitava a defender os interesses nacionais.
 
 

Mas quero chamar a atenção, sobretudo àqueles que em 1978 não tinham ainda nascido... ou eram apenas adolescentes, que por essas alturas o CDS era desconsiderado por toda a esquerda (e por muitos sectores do próprio PS), dele dizendo ser um partido “fascista”, pois não era como o CDS de hoje, que se pode considerar já um partido democraticamente consagrado e respeitado pelos seus pares.

Estava-se a formar o II Governo Constitucional, que teria como Primeiro Ministro o Dr. Mário Soares e que iria integrar três ministros do CDS, o que deixava muito boa gente de boca à banda, perguntando-se como era isto possível, dados os antecedentes de 'guerrilha' institucional entre os dois partidos. 

Mas hoje, para que não desabituem dos remoques e injeções venenosas do homem da Fundação Mário Soares, continua a ameaçar Seguro com uma cisão no Partido Socialista, se o líder do PS negociasse com os partidos da coligação governamental um 'compromisso de salvação nacional', proposto pelo Presidente da República..

Não era sequer uma coligação de governo e nem impedia a realização de actos eleitorais antecipados, próximos ou futuros, que o Mário Soares vinha exigindo quotidianamente. Era apenas e tão só um acordo que permitiria cumprir as obrigações de Portugal para com os seus credores, obrigações essas subscritas pelo próprio Partido do Marinho.

Em 1978, Soares apelou ao interesse nacional, para defender o seu Governo. Hoje é-lhe indiferente o interesse nacional, pois apenas deseja que o PS esqueça tudo e se fixe apenas na conquista do 'tacho' de São Bento, não olhando a meios para o conseguir.

Pobre País, que está entregue aos vícios de um velho gagá, de um bando de sanguessugas que usam a teoria do moinho de vento como forma de estar na política.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NOSSA SENHORA DA ENCARNAÇÃO, ora pro nobis

Algures no tempo, dizia-se que Deus morrera, que a religião era o ópio do Povo, que Cristo era um comunista, que Nossa Senhora não passara de mais uma Maria  como tantas outras e que até a Bíblia era fértil em indicar os nomes de Maria de Magdala, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, Maria, mãe de Tiago e de José, além do de Maria, a Mãe de Jesus.
De criança fui habituado a saber como encontrar o ponto de união entre a Verdade e a Fé, a doutrina cristã e o arrazoado tão próprio das 'guerrilhas' entre a oposição e o regime então vigente, porque tinha uma família que aceitava e respeitava os ensinamentos da Santa Madre Igreja, mesmo que me fossem ensinando a saber reconhecer os pregadores que do púlpito faziam acreditar num  Deus que se fazia presente no Sacrário, feito Pão da Vida,  na Natureza, no amor entre todas as gentes, sem distinção de cor, credo, categoria social, pois Deus era a Primeira Pessoa de uma Trindade Santíssima onde a Primeira Pessoa era o Pai,  o Deus criador do céu e da terra ; a Segunda Pessoa era o Filho,  o Deus que Redimiu e Salvou a Humanidade; a Terceira Pessoa era o Espírito Santo, o Deus que Santifica.
Também desde pequenino subi o Escadório monumental que me levava ao Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, cuja Festa hoje se comemora em Leiria. Eram momentos extraordinários de devoção à Virgem Padroeira da cidade, a par do lazer que se imagina, pois o arraial puxava mesmo ao bater do pé... e a pouca idade não via nada de pecaminoso no bailar com alegria, em honra da Mãe do Céu... que até lá estava perto, pela altura do monte. 
A Imagem sempre foi objecto de veneração e respeito... mesmo que o Antigo Testamento as tenha proibido textualmente, quando diz: "...NÃO TERÁS OUTROS DEUSES ALÉM DE MIM. NÃO FARÁS PARA TI IMAGENS ESCULPIDAS, NEM FIGURA ALGUMA DO QUE HÁ NOS CÉUS, OU DO QUE EXISTE EM BAIXO  NA TERRA, NEM DEBAIXO DAS ÁGUAS POR DEBAIXO DA TERRA. NÃO TE CURVARÁS DIANTE DELAS, NEM AS SERVIRÁS, PORQUE EU, O SENHOR TEU DEUS, SOU DEUS CIOSO, QUE PUNE A INIQUIDADE DOS PAIS NOS FILHOS ATÉ À TERCEIRA E QUARTA GERAÇÕES DAQUELES QUE ME OFENDEM...."
Quantas vezes ouvi no Santuário Mariano de Leiria proclamar a ira de Deus para os pecados do Homem? Quantas vezes eu, criança, ali rezei o Terço a pedia à Virgem a Paz para o Mundo? Recordo aquele momento em que Portugal se prostrou de joelhos, o Terço com as cores dos 5 Continentes, sendo cada mistério rezado pelas intenções das pessoas de lá.

Muita coisa está mudada, mesmo que continue a ser necessário rezar pelo mundo em convulsão, para não falar da crise que se abateu sobre parte da Europa, muito especialmente de Portugal.
Não sei até que ponto a Fé dos Homens os poderá levar a proclamá-la com veemência, a ser testemunho vivo do que pode a Oração ditada com verdade e dirigida à Padroeira de Leiria, que não deixará de dar aquela 'forcinha' sempre necessária para ter confiança no porvir!
Nesta festividade de Nossa Senhora da Encarnação, que Ela interceda por nós junto do Pai! 

domingo, 4 de agosto de 2013

AS FESTAS DA SENHORA DA ENCARNAÇÃO

"...do alto do escadório monumental do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação,
desde sempre vimos uma cidade em mudança, crescendo, pulsando..."

Quando a data da Festa de Nossa Senhora da Encarnação se aproxima, toda uma memória das coisas de antanho se torna presente, pois sempre eram as festas da Padroeira da minha cidade.
Provável será muitos não recordarem os sermões do Padre Vieira da Rosa ou do Padre Perdigão, que o Capelão do Santuário, o tão lembrado Padre Pires, que tinha a seu cargo o pastoreio dos doentes do Hospital D. Manuel de Aguiar, as ovelhinhas da Igreja de Santo Agostinho, o aludido Santuário da Padroeira da cidade e ainda as celebrações litúrgicas  do Cemitério da cidade, não tinha tempo para se coçar, supõe-se.
Pelo púlpito do Santuário passaram grandes pregadores, seculares ou dos Franciscanos, que foram de algum modo importantes no colocar no coração dos devotos da Virgem o sentimento filial para com a Mãe de Deus e dos Homens.
 
Depois de uma semana de preparação para o grande dia, o povo começa a afluir ao Largo de Santo Agostinho, por aquele tempo chamado de 'Infantaria 7', onde já se começaram a instalar as vendedeiras de fogaças, cavacas das Caldas, passas de figo e romãs, nozes e 'enfiadas' de pinhões, tremoços, pevides, pão do Arrabal ou melões e melancias.
Junto à Praça de Touros há tendas de comes e bebes, camionetas a vender melão, o Neto dos barquilhos ou bolacha americana, a Dina retratista, sempre oportuna para bater as suas chapas, o célebre propagandista da banha da cobra, o homem dos moinhos de papel, que são a alegria da miudagem, o Luciano dos sorvetes, os putos a vender pirolitos aos comensais que se espalharam pela encosta acima, toalha no chão e os pratos com o frango de churrasco, o coelho frito, os pastelinhos de bacalhau e os croquetes, o pão de milho muito amarelinho, o garrafão do melhor vinho que se possa imaginar, pois foi da colheita do ano passado e é divinal.   
 
Lá em cima há música, muita música, pois as Filarmónicas dos Pousos e das Cortes dão concerto, até que chegue a  hora de acompanharem a procissão que levará a imagem da Virgem à Igreja de Santo Agostinho, de onde, após uma celebração Mariana, a Virgem regressará ao seu Santuário.
O resto do dia será de alegria, mais parecendo que a Feira voltou à cidade. Há robertos, a cabrinha equilibrista , o homem que engole fogo, as cantadeiras ambulantes, que cantam acompanhadas pelo guitarrista cego e vendem letras de velhas canções, foguetes a estalejar, animação quanto baste, porque para tristeza basta a que o dia-a-dia nos vai proporcionando.
No dia 15 de Agosto, vamos todos honrar Nossa Senhora da Encarnação. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

RECORDAÇÕES... SOLILOQUIAIS

 
Aqui há dias, num solilóquio que me foi dado protagonizar, perguntei-me com veemência sobre aquilo que foi, é e poderá ser o PORVIR da minha cidade, que vem tendo, ao longo das décadas, pessoas que procuram manter-lhe o estatuto de 'Princesa do Lis', de refúgio preferido das 'Mouras encantadas' de que nos falam as lendas... e alguns cantares que lhe são dedicados.
Nesse falar comigo próprio encontrei algumas, mas não todas as respostas, porque numa conversa mais profunda tida com o 'Espírito do Castelo', vim a aperceber-me que a desilusão entre as 'Musas do Lis' é tremenda, porque alguns dos que dizem amar Leiria tudo têm feito para demonstrar precisamente o contrário, pois deixar o Centro Histórico atingir uma degradação que apenas prenuncia a utilização do camartelo, leva a  que tantas memórias sejam varridas  das páginas escritas de uma cidade que tantas glórias conheceu.
Leiria nasceu moura, tornou-se cristã, voltou à mourama, voltou à cristandade... até que, nos dias de hoje, ninguém poderá afirmar que esteja empenhada em qualquer uma destas correntes de enriquecimento espiritual. Talvez seja uma cidade que se tornou indefinida religiosamente e não sendo católica, protestante, ortodoxa ou agnóstica, é sem qualquer dúvida portuguesa e bairrista.
Com a morte do velho 'Alcaide do Castelo de Leiria', Basílio, mais uma figura emblemática deixou de constar no rol dos amantes da cidade... e não vejo grandes hipóteses de substituição desta figura maior de uma cidade que vai perdendo a voz nas vozes daqueles que a enalteceram e 'se vão da lei da morte libertando'.
 
   O diálogo travado comigo mesmo diz-me haver grandes figuras que são marca indelével da cidade, algumas cujo passado é orgulho de Leiria pelo muito que lhe deram e por tanto que a amaram, mas também há quem nada tenha feito senão usá-la como um objecto descartável... e assim desapareceu a Praça de Touros de Leiria, o Teatro Dona Maria Pia, o Convento dos Capuchos, que foi Hospital Militar da cidade, a Fonte Quente, Hotel Lis e tantas outras memórias, que não ficaram para mostrar uma Leiria nascida no Castelo, que se libertou do abraço das muralhas e veio debruçar-se sobre o leito do Lis.
Acordei do meu solilóquio, do meu sonho em que não vi mouras encantadas, mas uma cidade que me encanta não apenas porque nela nasci, brinquei e sonhei o amanhã... que a realidade da vida me pretendeu negar, poia vida pode significar o espaço de tempo decorrido entre o momento da concepção e a morte, que tanto poderá ser de um ente como de um organismo, ou um fenómeno que anima a matéria.
Para ter vida, o ser vivo precisa de crescer, metabolizar, movimentar-se, reproduzir-se ou não e responder a estímulos externos.
Afinal... falar comigo próprio até é um bom exercício... e Leiria bem merece que se vá pensando nela.
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

OS EXAMES PRIMÁRIOS...

 
Por este tempo, há muitos anos atrás, um miúdo do outro lado da cidade, lá da zona do Castelo,  foi mandado apresentar na 'Escola Nova' onde pontificava o Professor Fernandes. Ia ali fazer o seu Exame da 4ª. Classe do Ensino Primário.
A minha irmã mais velha tratou de me arranjar uma camisa mais 'à homenzinho', pois queria que eu fosse mais arranjadinho e de gravata ao pescoço... o que me causou uma impressão tremenda, dado lembrar um pouco as cordas que se preparavam para enforcar os 'mauzões' nos filmes de sheriffs, cowboys e bandidos, que costumava ver no Teatro Dona Maria Pia, com o beneplácito do bilheteiro, o Senhor Emílio, ou dos porteiros, os senhores Totó e João 'Alemão', que sempre arranjavam forma de nos conseguir aquele papelinho mágico que  nos permitia ir sonhar com as planícies americanas lá no alto das galerias ou do 3º. Balcão.
Manhã cedo, a barriga com um friozinho incomodativo que era prenúncio de estar a chegar a hora em que se ia verificar se o Professor Guimarães tinha preparado os seus rapazes a preceito, lá comparecemos na Escola, aguardando impacientes que o tormento começasse, para terminar logo com a angustia do exame.
 
De repente, o Professor Crespo começou a chamada e nós fomos direitinhos ao cadafalso que a cada um estava destinado... que é como quem diz, à carteira onde nos teremos de sentar para receber as instruções relativas à prova, o preenchimento da capa da folha de ponto, depois de lhe fazer a margem de acordo com o que nos foi dito para fazer.
A aritmética não oferecia grandes dificuldades, tal como a geometria. O ditado era de uma lição subordinada ao tema 'Os livros',  bastante  conhecida do Livro de Leitura. A redação foi sobre o mesmo tema do ditado.
Desde logo me pareceu ter corrido mal, porque estava realmente bem preparado. Fiz a oral sem problemas de maior, a exemplo do que tinha acontecido com a escrita. Foi examinado pelos Professores Manuel Afonso, Guerra e Crespo. O Professor Fernandes apenas  nos orientou  na preparação da prova escrita, mas a sua presença, com o seu sorriso cheio de bondade, era um bálsamo para todos nos.
Por este tempo, há muitos anos atrás, concluí a fase 'infantil' do meu percurso de estudante, mas jamais consegui esquecer que foram os meus professores e examinadores que me deram a noção exacta do que vale o saber ler, contar, ver, escrever, interpretar o valor da aprendizagem na formação integral da criança que era, do jovem que fui e do homem em que me tornei.
Comecei o meu percurso na avenida Marquês de Pombal, no Jardim Escola João de Deus, fazendo depois a escolaridade em Santo Estevão. A 'Escola Nova', hoje 'Amarela', fui onde mostrei não ter sido em vão a passagem no Jardim Escola, com a curiosidade de ambos os estabelecimentos de ensino se situarem na  Avenida Marquês de Pombal.

sábado, 15 de junho de 2013

AS MULHERES DE LEIRIA...

 
Alguém me perguntou, um dia, porque um dos mais belos monumentos da cidade representavam mulheres, mas não daquelas que tinham títulos, posição, carisma, porque não tem títulos quem anda descalço - excepto no filme 'A Condessa descalça' -, não tem posição social quem vai comprar ou vender ao mercado, porque isso é trabalho das serviçais, não tem carisma quem nem sequer merece ser falado nas colunas sociais, a não ser por situações em que a mulher não é elevada como gostaria... digo eu. 
Claro que me veio logo à ideia uma explicação que considero correta,  segundo os valores que aprendi a respeitar na mulher... como em todo o ser humano, ao fim e ao cabo: A DIGNIDADE DE VIDA DEMONSTRADA EM CADA DIA!
Que nos mostra aquele belo monumento à mulher de Leiria? Que esta é coquete? Mesmo vivendo a labuta do trabalho do campo, a mulher leiriense jamais deixa de ser coquete... na sua simplicidade; bela... na sua rusticidade;  doce... na sua feminilidade e tudo o mais que a mulher dos saraus do Grémio Literário, a elegante das 'soirées' na Assembleia Leiriense ou nos salões de espetáculos citadinos.
Não usa peles de arminho, chinchilas, lontras ou o que seja para se enfeitar, mas não enjeita trazer o porquinho no regaço, tal como a filha pela mão.

A mulher de Leiria está condignamente representada naquele monumento que dá as boas vindas a quem visita o Parque da Cidade, graças à visão artística de um escultor que apenas não conseguiu dar o sopro da vida,  como o faria o Criador, e dizer àquelas Mulheres, cinzeladas na pedra: IDE E FAZEI FELIZ O HOMEM QUE VOZ FAÇA JUSTIÇA À SINGELEZA DO GESTO, À BELEZA DE ALMA, À ELEGÂNCIA CULTIVADA NOS GINÁSIOS DOS MILHEIRAIS E TRIGAIS, DOS LEGUMES E DAS BATATAS, DO MELÃO E DO RECO QUE ALIMENTA COM OS PRODUTOS QUE A TERRA LHE DÁ, GENEROSA!
 

sábado, 11 de maio de 2013

SAUDADES DE LEIRIA

Velho Correio de Santana, que tantas notícias levou um pouco por toda a parte, por cartas, telegramas, postais, mas também por telefone, pois era aos CTT que tal missão competia. Quantas cartas de amor e ódio, de alegria e tristeza passaram pelo carimbo 'quase' mecânizado com que as zelosas funcionárias apunham  marca do dia sobre os selos, depois que recebiam as cartas dos expedidores, fossem eles industriais, comerciantes, que tratavam do expediente inerente às suas actividades, ou gente comum que apenas procurava enviar ou receber notícias dos familiares distantes.
Agora, sem outra razão que não seja a destruição de uma memória de Leiria, porque o lucro clama pelo camartelo, como outrora aconteceu com a Praça de Touros, o Teatro Dona Maria Pia e tantas outras 'relíquias' que fizeram a cidade. A Fonte Quente... onde está? Fiquemos por aqui, que é o melhor.
Mas o ficar por aqui não significa não ter memória das coisas, pois cada casa, cada esquina, cada recanto da cidade estão de forma indelével marcados no nosso subconsciente. No Largo da Sé há muita história para contar, muitas coisas a recordar... tanta coisa a lamentar! O velho prédio da família Hingá, onde funcionava a Imprensa Comercial (à Sé), vulgo a tipografia do 'Carlos Silva', ainda vai sobrevivendo, 'colado' apenas pela vontade de resistir. Ali ao pé havia a Manteigaria da Dona 'Miquinhas', a famosa 'Pharmácia Paiva', a Casa Faria, a Chapelaria Freitas, a Tinturaria Americana, a Oficina de Bicicletas do senhor Afonso, a Associação de Futebol de Leiria, mas a maioria desse património pereceu com o crescimento da cidade.
 
Ao pé da Estação dos Correios, onde funcionou durante muitos anos  a Central dos Correios e o Parque dos Telefones, onde trabalhou o saudoso Porém Luís, que foi futebolista do Ateneu e árbitro de categiria internacional, ficava a Auto-Leiria, os Bombeiros, o Café Colonial, o Restaurante Abrigo, a Drogaria Rodrigues, a Igreja Evangélica Baptista, o Xico Marques e outros que foram na voragem dos tempos e agora são lembranças feitas poeira.
 
Felizmente que a Fonte das Carrancas, ou Fonte Grande, como lhe queiram chamar, vai resistindo as tentações dos camartelos, pois estes  aspirariam dar-lhe o mesmo destino que teve o Hotel Lis, como noutro ponto aconteceu ao Hotel Central.
Não creio que a actual edilidade venha a seguir a sanha destrutiva da senhora que em tempos geriu os destinos autárquicos, porque é bonito aquilo que a POLIS fez pela cidade, dando alguma dignidade a algumas zonas dela carenciadas, mas é tempo de evitar que a verdadeira Leiria venha a ser um monte de escombros, a amostra de uma Hiroshima após a malfadada bomba que sobre ela caíu e a destruíu!
Quem responde pelo velho Hospital Militar de Leiria? Não será tempo de obrigar o Ministério da Defesa a responsabilizar-se por uma infraestrutura monástica que foi 'roubada' à Igreja, foi utilizada pelo Exército, que lhe deu uso como hospital, mas também como curral de muares e suinicultura, depósito de ferro velho, oficinas, depósito de material de guerra obsoleto. E o património que foi desviado dos seus legítimos proprietários?
Houve imagens roubadas, paramentos, mobiliário, alfaias litírgicas, material hospitalar, azulejos do revestimento das paredes e até pedras dos ornatos dos edifícios desapareceram! Estão no entulho? Onde?
Tenho saudades de Leiria, mas temo que os meus netos não venham a reconhecer a minha terra, de que tanto escrevi para memória futura, mas que está uma amostra da cidade que um dia foi conhecida como a Cidade do Lis... mas hoje temo que lhe possam chamar 'do lixo'.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

o MÁRI-O SÓ-ARES

POR MENOS DO QUE ISTO
Como estaria Portugal sem aquele que é maior do que o seu peso?
O bem-disposto mais temido da política.
Soares, o elo perdido da evolução do PS
Não tendo muito que fazer no feriado do 25 de Abril (inaugurar museu em Lisboa com o seu nome, lançar tema da semana contra Governo, inventar insulto do mês para o Presidente da República, de facto um dia normal), Mário Soares teve algumas horas para pensar na vida.
Faltara outra vez à cerimónia na Assembleia da República por solidariedade com “os capitães de Abril”, que por sua vez faltaram por solidariedade consigo próprios e que, para o ano, faltarão por solidariedade por já terem faltado dois anos seguidos, que já dá um respeitoso passado à falta.
O ex-Presidente viu os primeiros minutos da cerimónia solene pela TV. Não sendo um espírito religioso, rezou para que Passos Coelho e Cavaco Silva, os tipos que - Por muito menos do que isto foi D. Carlos morto... - tropeçassem no degrau do hemiciclo e caíssem em directo. Mesmo laico, um republicano e socialista tem fezadas. Por exemplo, como Obama e o Papa Francisco são “os meus actuais ídolos políticos”, também Pedro Passos Coelho pareceu a Soares um bom candidato a primeiro-ministro, por isso o elogiou publicamente pela sua preparação e seriedade, ou então foi só para provocar uma fúria em José Sócrates, que há dois anos não era “brilhante” como agora, e uma apoplexia em Manuel Alegre, então suspenso da sua amizade... mas quem lhe manda falar nisso agora, o contexto é diferente, está a ter uma atitude um bocado pidesca, e por muito menos do que isto o Rui Mateus, o caso Emaudio, o fax de Macau e o diabo a sete milhões de patacas nunca mais se ouviu falar deles... e já cá não está quem falou, meus amigos.
A 25 de Abril de 2013, afundado no seu sofá da sua Fundação, frente ao seu Parlamento, Soares tentou lançar ondas magnéticas  destruidoras.
Usava o poderoso cérebro, famoso no mundo, de Mário Alberto Nobre Lopes Soares, também conhecido, da Venezuela a Paris, de Luanda à Jamba, da praia do Vau à Faixa de Gaza, por “Marocase “o Bochechas”. Mas Presidente e Governo não caíram (até à data do fecho desta biografia). Vendo as crianças que enchiam as galerias da AR para ouvir os discursos, preparando-se tão cedo para uma vida de horror e vazio até emigrarem, Soares lembrou-se do seu filho querido, o conhecido político João... quer dizer, o conhecido Partido Socialista Nobre Lopes Soares (PSNLS), que há precisamente 40 anos, no exílio, foi dado à luz contra a ditadura salazarista.
Um dia, dizem os anais da História, o menino sentiu-se mal e, em vez de o meter numa cama de hospital, o pai enfiou-o na gaveta, e na verdade curou-o de vez, porque nunca mais foi o mesmo, e nem hoje sabe bem o nome que tem. Mas como dizia o jovem comunista Mário Soares na época (colégio Moderno, fundado pelo pai) em que o seu professor era Álvaro Cunhal, - Por muito menos do que isto, foi morto o czar da Rússia e família Mário Soares, 88 anos, este impossível de resumir.
Alguns factos, no entanto, se destacam numa força da natureza, massa em movimento, uma luta pela democracia, pela liberdade e pelo financiamento (do país na Europa e do PS onde houver dinheiro). Para falar como Soares, desde antes da União Europeia pré-Angela Merkl, no paleolítico inferior da União Europeia, e da catástrofe neoliberal coelhina, isto é, quando ainda havia algum. Em 1906, por exemplo, apesar de não nascido, o futuro doutor em Históricas e Filosóficas (1951), Direito (1957), e Francês Falado (19??) já sabia de cor as palavras republicanas de Afonso Costa:
— Por muito menos do que os crimes cometidos por D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XVI.
A política é a arte da adaptação, e o grande político o seu actor. Soares, o homem 12 vezes preso pela ditadura, dos três anos de celas e exílios, aproveitou  uma estadia na prisão, em 1949, para casar com a companheira da vida, a actriz Maria Barroso. O plano final era a noiva recitar os primeiros sonetos do jovem Manuel Alegre, cheio de lirismo, mensagem e luta, até os guardas entregarem as chaves. Já então se percebia a audácia de Soares, a determinação que o levaram, em 1955 e 1958, a estar na candidatura da oposição democrática de Norton de Matos e Humberto Delgado. Mas teve de esperar por 1986. Foi-o dez anos, o único “presidente-rei” de Portugal.
— Por muito menos do que isto, inventei as presidências abertas.
Já não resultou em 2005, quando quis regressar a Belém e o menos jovem e mais lírico e lutador Alegre ficou-lhe à frente, agora fizeram as pazes, ainda bem. Soares matou, com 14% de votos, saudades de bofetadas na Marinha Grande. Do underdog que acabaria por vencer, para verdadeiro underdog de rabo encolhido, duas décadas mais tarde. Mas o que é o tempo para Soares, que percebeu Cunhal logo que ele chegou a Lisboa, nos finais de Abril de 74, depois da Revolução dos Cravos. Dois dias atrasado em relação ao Mário, camaradas, e agora? Vinha de mais a Leste, mas não estava a leste. Na estação de comboios, Cunhal subiu para um tanque para tirar fotos com um soldado e um operário. E Soares nem um carro tinha para ser multado a 199 km/h, quanto mais símbolos do povo para mostrar a seu lado.
— Por muito menos do que isto, trazia de Paris duas bailarinas de cancan.
E só descansou com o 25 de Novembro e com o PS no poder, isto é, nunca descansou nem pode estar descansado.
(Extraído do Jornal PÚBLICO)

terça-feira, 26 de março de 2013

RECORDANDO O DONA MARIA PIA



Com o Teatro D. Maria Pia marcou-se de forma indelével um período áureo da arte de Talma, pois Leiria estava, finalmente, dotada de uma das melhores salas de espectáculos  da província.
Desde há muito que se ouviam protestos da população citadina, que reclamava a inexistência de um teatro que lhes trouxesse alguma modernidade na arte de representar, da música e da poesia... e que ficasse situado num zona capaz de vir a dar uma resposta às aspirações de tantas pessoas, que desesperavam pela temporalidade que estava a ser dada à dignificação de Leiria, pois viam prolongar-se no tempo a dotação de uma sala que lhes permitisse sonhar, representando.
Foi aqui que apareceu aquela mão cheia de gente ilustre, leirienses empenhados em dar resposta às aspirações da sociedade de que eram parte. Foi a vontade de Miguel Joaquim Leitão, devidamente coadjuvado pelo Barão de Salgueiro, Tomás de Aquino Vítor, António Rino Jordão e João Lúcio Lobo, que resolveram dar forma aos sonhos das gentes da cidade do Lis.
 
Foi lançada a primeira pedra no dia 3 de Outubro de 1878 .
Cumpridas as formalidades inerentes àquilo que se pretendia fazer, o novo Teatro foi edificado no campo de D. Luís, onde hoje é o Largo de largo de Goa, Damão e Dio. Era dotado de uma  arquitectura simples, mas a sala, em ferradura , era iluminada pelos numerosos candelabros que estavam suspensos dos camarotes, que tinham os corrimões forrados a veludo carmesim, os quais lhe emprestavam um  requinte incomparável . Era um  interior de  grande elegância e  luxo, tudo feito com enorme bom gosto, sendo o tecto ornamentado a dourado e o pano de boca lindíssimo, mandado executar  em Milão. O palco era bastante amplo e os camarins espaçosos.


 A  inauguração foi feita no dia 8 de Dezembro de 1880, tendo sido realizado , na abertura, um deslumbrante espectáculo,  integralmente produzido e interpretado por artistas leirienses. Os estatutos do Teatro Dona Maria Pia foram aprovados por alvará emitido pelo Governo Civil de Leiria, em 2 de Julho de 1880.
Tornou-se o Teatro D. Maria num pela  excelência da sua acção, num pólo cultural, educacional e beneficente da urbe.
Foram ali aplaudidas as melhores companhias de teatro de então, a partir das suas  frisas, camarotes e plateia. Ali actuaram os mais conceituados artistas nacionais e alguns internacionais brilharam no seu palco.
 
Muitos artistas leirienses levaram ali à cena espectáculos de grande qualidade, mas também se representaram ali algumas boas peças de autores Leirienses  que obtiveram  grande sucesso, como foi o caso de Leiria - Marca, Água da Fonte Grande, de Horácio Eliseu, as operetas Alda e a Condessa Helena, de João Pereira Gomes, autor da letra e  José Zuquete, que musicou, por exemplo.
Hoje, passados os anos sobre a sua demolição, o Teatro de Dona Maria Pia é apenas uma reminiscência do passado, algo que ficou 'quase' perpetuado naquele barracão que foi anos a fio um sinal da degradação a que alguns pretenderam remeter o teatro em Leiria, mas sem sucesso, porque há sempre alguém que está atento... e José Lúcio da Silva foi disso paradigma.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL? ENTRUDO? QUE É ISSO?

Toda a Europa Comunitária, e talvez as cercanias, gostariam de mamar, de ter muitas mordomias!
Seja a porca da Alemanha, da França ou de Bruxelas, mas todos querem mamar numas maminhas tão belas!
Só que o pobre Portugal, pequenino e enfezado, não sabe mamar e é fatal: É logo posto de lado!
Vejo tantas mordomias, tanta vontade de nos tramar não só hoje, mas todos os dias, pois isso é que está a dar!
Eles dão tiros no pé, mas ficam sempre a sorrir, é exemplo o Carnaval,  que põe o País a... dormir!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PREITO DE HOMENAGEM


SAUDADES DE MINHA MÃE

Minha Mãe
concebeste- me por amor ,
E sempre me protegestes tão bem
desde o dia em que nasci...
...eu era o teu menino
dizias tu, satisfeita,
pois não vias no mundo
uma criança mais perfeita.
Querias conduzir-me pela vida,
levar-me sempre pela mão,
para a escola, para o jardim...
...tinhas tanto amor no coração
para os meus irmão e para mim,
a tua mais nova paixão!

Deste-me exemplos de humildade,
de como se ama um irmão;
Pois será sempre deles, na verdade,
uma parte do teu coração.
Respeito pelo próximo, solidariedade,
verdade, honestidade e paciência,
espalhando pelo mundo a paz e caridade...
valores que não precisam de ciência!...

Saudade é o que sinto por ti, Mãe…
...partistes há tantos anos... 62...
...não morrestes em mim, mas porém,
nada foi igual para mim, depois!
Na saudade que em mim ficou
parece ter-te sempre não presente
e que nenhum anjo te levou...
sinto que me olhas tão docemente
e o carinhos e afagos teus redobrou
porque te amo, óh Mãe, hoje e sempre,
mesmo depois do tempo que passou...
E sei que nunca estivestes ausente
nos dias em que a saudade apertou!

 
Poema de Victor Elias
nos 62 anos da morte daMãe

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NOVO ANO... ANO VELHO...


Com a chegada de mais um ano, completam-se dois mil e doze jogadas no xadrez da vida, sem que tenha soado a hora do xeque-mate para a esperança, que sempre vai seguindo em cada pedra que é mudada... em cada noite de São Silvestre que passa.
No Ano Novo renovam-se os desejos de que 'para o ano é que vai ser'... nem que seja apenas o desejo de que o clube da nossa simpatia venha a ostentar as tradicionais faixas de campeão de qualquer coisa, porque o que interessa é ser o melhor, seja lá no que possa ser. No Ano Novo dizem-se muitas coisas bonitas, há muitas promessas que se fazem, muitos propósitos de mudança, seja lá para o que possa ser, mil e uma intenções de ser alguém diferente, mais confiável, mais solidário, mais benemerente, mais tolerante, mais amável, mais alegre, mais tudo o que se possa imaginar, porque vai passando de um para o outro ano e mudanças... só as do carro, se não estiverem avariadas, claro!
Do Ano Velho muito há para contar, mas recordar tristezas não será a coisa mais 'feliz' de se fazer. Fica um cotejo de atitudes menos dignas vindas de quem devia 'mandar', mas parece que Portugal só tem no (des)Governo quem saiba conjugar o verbo 'subtraír' e as palavras mais escritas/ditas foram 'CRISE', 'DESEMPREGO', 'FOME'  e 'IMPOSTOS', vá-se lá saber porquê.
Infelizmente sabemos que alguns destes 'títulos' vão chegar ao Ano Novo e até se fala na hipótese de um 'crescimento', porque os nossos (des)Governantes ainda não conseguiram arranjar uma solução que não passe por colocarem os mais desafortunados a pagar a factura daquilo que é dado aos mais protegidos pela fortuna.
Infelizmente não podemos ter o prazer de dizer a cada um dos nossos Amigos FELIZ ANO NOVO, porque a felicidade é algo de muito raro na nossa sociedade, por falta de AMOR, VERDADE, SOLIDARIEDADE, TRABALHO, SAÚDE, JUSTIÇA... e tudo o mais que seja negado ao Homem todo!  
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MAIS UMA VEZ A ESPERANÇA... É NATAL!

Nestes tempos em que esperamos, ávidos, a vinda do Salvador, Jesus Cristo, façamos da esperança um factor de FÉ, e de CARIDADE, dando àquele que nos é próximo a prenda de um SORRISO!

sábado, 1 de dezembro de 2012

DIA DA INDEPENDÊNCIA

No dia 1 de Dezembro de 1640, terminava um nefasto período de 60 anos em que o Reino de Portugal se viu governado pela Coroa espanhola da dinastia de origem austríaca dos Habsburgos. Depois de 60 anos de ocupação castelhana, veio o fim do reinado de D.Filipe III (conhecido como Felipe IV de Espanha).
Terminava a dinastia que ficou conhecida como 'Filipina' em virtude de todos os monarcas que a constituiram se chamarem Filipe.
Quando na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, o jovem Rei D. Sebastião foi derrotado pelas forças mouras que se lhe opunham, Portugal ficou sem rei nem sequer sucessor ao trono, que foi ocupado, durante dois anos, pelo seu tio-avô, o chamado Cardeal-Rei D. Henrique.
No entanto havia os  direitos de Filipe-II de Castela (o monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado e o seu dinheiro por outro, que levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.
 A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si e Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países era independente dos outros.
A monarquia dos Habsburgo, era provavelmente mais parecida com uma União 'Monárquica' Europeia, do que com um país, mas essa completa separação de estados 'ligados' uns aos outros por frágeis 'linhas de alinhavar', era considerada como o calcanhar de Aquiles da monarquia, acabando por ser a principal razão da sua decadência.
Pretendendo evitar a fricção continua existente entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução encontrada passava pela submissão de todos a um único rei detentor de um governo único, levando a que fosse imposta uma politica de administração central que conflituava com os direitos que haviam sido jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa.
É assim que, no caso português, nas corte de Tomar realizadas em 1581, D. Filipe I, (Felipe-II em Castela) prestou juramento como rei de Portugal, mas o neto, Filipe-III (Felipe-IV de Castela) fez letra morta dos juramento do seu avô, levando a que, jurídicamente, a violação do juramento feito por Filipe I, em 1581, nas cortes de Tomat, Filipe III houvesse perdido legitimidade para governar Portugal, pois essa mesma legitimidade dependia do cumprimento das obrigações a que estava obrigado por juramento.
Mal desponta o dia 1 de Dezembro de 1640, cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos por "conjurados", entram no palácio real do Paço da Ribeira e rápidamente submetem a guarda. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos, que executam, e obrigam pela força a duquesa de Mântua, no cargo de Vice-Rei, a ordenar a rendição das forças castelhanas acantonadas no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo.
 
Conduzida e executada pela nobreza portuguesa, a revolução teve aceitação total. Em todo o país, mal foi conhecida a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. Várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV.
O duque de Bragança chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei. Nas duas semanas que se seguem, todo o país, nobres e municípios, se declara apoiante de D. João IV.
A revolta acontecida em Portugal, no 1º. dia de Dezembro de 1640, deu ao Povo português a noção daquilo que vale a sua independência, não acreditando eu que uma qualquer 'tróika' de cariz económico, que quer vencer Portugal de forma aviltante, utilizando o poder do dinheiro para tentar subjugar a nossa vontade, terá de ser a resposta contínua aos que de fora nos querem impôr regras atentatórias da nossa liberdade.
O Governo português, fiel depositário dos desejos de 'ocupação' das nossas consciências por parte das 'tróikas' que nos vão angustiando, parece querer vencer os Portugueses pela destruição dos valores pátrios mais queridos, cortando o feriado do Dia da Independência!
Mas os Portugueses não desarmam e continuam a gritar: "ARRAIAL... ARRAIAL... ARRAIAL POR SANTA MARIA,  D. NUNO, PELO POVO E INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL!". 

sábado, 17 de novembro de 2012

ATÉ QUANDO, LEIRIA?


Nesta fotografia há dois ex-libris da cidade bem visiveis, pois o terceiro apenas nos é sugerido pela esquina bem à direita na foto. Desculpem aqueles que me lêem, mas estou a induzir-vos em erro, porque ex-libris podem ser o edifício da antiga Associação de Futebol de Leiria ou o edifício onde funcionou a oficina de bicicletas e motorizadas do saudoso 'Sr. Afonso das Bicicletas'. É uma tristeza alguém aceder à 'net' e encontrar fotografias a comprovarem o desleixo demonstrado por uma certa maneira de ser e estar como autarca , que veio deixar a cidade num estado caótico em termos de 'zona histórica', porquanto apenas se mostrou 'obra feita' na extensão de Leiria para além dos seus Arrabaldes.
  
A Rua Barão de Viamonte, a velhinha 'Rua Direita', precisa mesmo de uma intervenção cuidada e capaz de lhe devolver alguma da dignidade que em tempos ostentou.
Morava eu na Rua Alfredo Keil nos meus tempos de criança. Quando saía a porta de casa tinha duas opções: Subia as escadinhas de Santo Estevão, que se iniciavam à porta de casa, ou descia a Travessa da Paz e estava no Terreiro. Aliás, era este o meu caminho para a catequese, com paragem frente à montra da Mercantil do Sr. Marcelino, para vêr as guloseimas que ele lá expunha, sei lá se para provocar a garotada ou levar os seminaristas, que ali passavam para a Missa do meio dia, a experimentarem a tentação da gula.
No regresso a casa, ficava um bocado na Congregação Mariana, mesmo ao lado da loja que o senhor Bandeira tinha no edifício do 'Correio Velho', onde funcionou a Protecção às Raparigas. 
Entrei algumas vezes neste prédio, onde morava o João Ruano dos plásticos ou o Inspector Escolar, Professor Guerra e sua esposa, a Professora Dona Teresa, além de outras pessoas amigas e conhecidas, algumas delas meus companheiros de escola. No piso térreo funcionava a Sociedade de Paralelipípedos do Sul e os escritórios da Vinícola da família Marques da Cruz.
 
A casa do Hingá e da Tipografia do Carlos Silva ou a Rua da Vitória... não mereceriam uma intervenção que as fizesse merecerem situar-se num local que até deveria ser cartão de visita, como é o Largo da Sé?
Estou em crêr que dentro em pouco teremos uma Leiria totalmente renovada... mas muitos dos que a viram caída aos bocados, como se o fosse em desgraça, nunca deixarão de comentar que alguém deixou a cidade de rastos... e isso dói.
 
A Farmácia Lino até ficou bonita, não acham? Julgo que será o caminho certo para recuperar esta nossa Leiria... mas sabemos bem que a Câmara não tem dinheiro! Acontece que um pouco hoje e outro amanhã... talvez permita restituír a Leiria um pouco daquilo que perdeu nos últimos anos!

NO MUNDO ASSIM...

NO MUNDO  ASSIM...
era bom viver nesta terra... bonita!